Cette comparaison peut paraître exagérée mais on peut comprendre l'indignation , la colère et l'humiliation de Brésiliens qui voient primer un film qui, selon leur lecture, est un appel à torturer, tuer et emprisonner les jeunes plutôt pauvres Noirs et métis du Brésil.
Indignation que tous les gens du Sud connaissent bien quand ils se retrouvent sur les écrans dans les fantasmes des Occidentaux. Pour rappel deux films ont exploité le filon de la violence aussi en Haïti: Ghosts of Cité Soleil et La fin des Chimères.
Ce type de film, sous prétexte de "réalisme" ou même de dénonciation de la violence policière comme pour Tropa de Elite, sont à mon avis des oeuvres de propagande qui servent à légitimer l'usage d'une violence extrême contre les pauvres, à opposer les classes moyennes aux pauvres et à entretenir une violence chez les pauvres. Une sorte de cercle vicieux dont le but est toujours le même : dominer et contenir les revendications populaires, stygmatiser et légitimer les mauvais traitements et le mépris, construire un amalgame entre leaders populaires et dealers de drogue, empêcher toute mobilisation et organisation indépendante dans les bidonvilles, utiliser le système de " punition collective" pour terroriser l'ensemble de la population des quartiers pauvres.
Qu'est-ce qui a bien pu pousser, un jury présidé par un type bien comme Costa Gavras, à primer ce film ?
Nada mais significativo. Depois de assolado por uma avalanche de reprimendas e diatribes proveniente da crítica nternacional, Tropa de Elite consagrou-se na matriz do Terceiro Reich,
obtendo o Urso de Ouro no Festival de Berlim.
Tocado pelo filme de Padilha, o inconsciente coletivo da nação derrotada por Stalin na segunda guerra mundial certamente influenciou a resolução unânime do júri presidido pelo outrora cineasta de esquerda, Costa Gavras. Tanto o uniforme como os métodos e a ideologia dos homens de preto invocam o fantasma da SS, a polícia política de Hitler.
Este prêmio extemporâneo foi, pois, literalmente, um presente de grego que o autor de Z concedeu ao país, patenteando, mais uma vez, que o Velho Mundo não compreende o Brasil. A legendagem deficiente do filme
pode ter contribuído decisivamente para esta gafe estupenda, cometida por um dos mais importantes festivais de cinema do mundo.
Aliás, depois dessa, a Berlinale poderia tranquilamente trocar o nome do seu principal galardão de Urso de Ouro para Hitler de Ouro, com direito a estatuetas em miniatura do Führer, suásticas em abundância e tudo mais.
Do jeito que a coisa vai, não será de espantar se começarem a fazer filmes para resgatar a imagem dos torturadores e carrascos ligados aos aparelhos de repressão durante a ditadura militar.
Os alemães podem se empolgar com Tropa de Elite e dar, também ,uma recauchutada na memória de Hitler, humanizando um pouco a figura do ditador. Por que não?
Tudo, afinal, é uma questão de ponto de vista. O mundo já não é mais o mesmo. Muito menos o Brasil.
Seja como for, a conquista de Padilha em Berlim só veio ratificar sua irrefreável vocação para Leni Riefenstahl, autora de O Triunfo da Vontade, entre outras peças de louvor e apologia ao nazismo.
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